AVALIAÇÃO DA QUALIDADE GEOMÉTRICA DE MODELOS DIGITAIS DO TERRENO OBTIDOS A PARTIR DE IMAGENS ADQUIRIDAS COM VANT


Autores

1Komazaki, J.M.; 2Camargo, P.O.; 3Galo, M.; 4Amorim, A.

1FCT/UNESP Email: ju.komazaki93@gmail.com
2FCT/UNESP Email: paulo@fct.unesp.br
3FCT/UNESP Email: galo@fct.unesp.br
4FCT/UNESP Email: amorim@fct.unesp.br

Resumo

O controle de qualidade é uma importante fase na elaboração de produtos cartográficos e visa avaliar a linhagem, fidelidade de atributos, completeza, consistência lógica, fidelidade semântica, temporalidade e geométrica. Com o avanço tecnológico em sensores bem como na automação de algumas etapas do processo de produção cartográfica houve um aumento na produção e usuários de geoinformação, principalmente utilizando a tecnologia baseada em Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), devido a facilidade na obtenção de imagens de alta resolução espacial e temporal a um baixo custo. Assim, para que um produto digital possa ser aceito como produto de referência do Sistema Cartográfico Nacional (SCN), 90% dos pontos coletados no produto cartográfico, quando comparadas com suas coordenadas levantadas em campo, devem apresentar os valores iguais ou inferiores aos previstos no PEC-PCD (Padrão de Exatidão Cartográfica dos Produtos Cartográficos Digitais), definido pela INDE (Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais). Neste trabalho será apresentado a análise da qualidade posicional altimétrica, em termos de tendência e precisão, dos Modelos Digitais do Terreno (MDTs) obtidos a partir das imagens adquiridas com o VANT eBee, considerando diferentes quantidades de pontos de apoio no georreferenciamento dos produtos. As imagens foram obtidas com a câmera não métrica de 12 MP e com GSD (Ground Sample Distance) de 15 cm. A área de estudo escolhida foi a região de Presidente Prudente (SP), onde previamente foram definidos e sinalizados os pontos de apoio e de verificação, cujas coordenadas foram obtidas a partir de levantamento com receptores GNSS (Global Navigation Satellite System), e assim, realizado o voo com uma altura de aproximadamente 500 m. As imagens adquiridas em campo foram processadas com o software Postflight Terra 3D, utilizando duas metodologias: sem e com os pontos de apoio. Na segunda metodologia foram realizados três experimentos variando a quantidade de pontos injuncionados, obtendo se assim produtos com 4, 8 e 12 pontos de apoio. Dessa forma, foi realizada a avaliação da qualidade, baseada na tendência e na precisão, e evidenciada a diferença do georreferenciamento dos MDTs gerados sem pontos de apoio terrestre e a partir de diferentes quantidades de pontos. Com base nas estatísticas das discrepâncias calculadas entre os pontos de verificação e seus homólogos determinados no MDT, observou que os produtos gerados com 4, 8 e 12 pontos de apoio apresentaram uma discrepância média, respectivamente, de: -0,036 ± 0,026 m, 0,042 ± 0,061 m e -0,017 ± 0,034 m, com máximas discrepâncias de 0,168 m, 0,395 m e 0,052 m; enquanto que no MDT sem pontos de apoio a média foi de 0,147 ± 1,056 m e a máxima discrepância de 4,585 m. A partir das médias e desvios padrão das discrepâncias obtidas nos experimentos realizados foram avaliadas as tendências e a precisões dos MDTs obtidos. Com relação à tendência, o MDT gerado sem a utilização de pontos de apoio apresentou efeitos sistemáticos significativos, enquanto todos os demais produtos gerados, com a inclusão de pontos de apoio, não apresentaram. Quanto à precisão, todos os MDTs atenderam ao EP estabelecido pela PEC-PCD - Classe A para escala 1/1.000 e menores. Com base nos resultados obtidos recomenda-se a utilização de pontos de apoio terrestres na geração de MDT.

Keywords

Controle de qualidade; MDT; Vant

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