O USO DO SIG NA ANÁLISE DA POPULAÇÃO COM ACESSO A COMPUTADOR, COM E SEM INTERNET NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM-PARÁ.


Autores

1Cunha, F.; 2Maia, T.C.; 3Porfirio, B.A.; 4Silva, T.R.R.; 5Leite, T.V.S.

1UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA Email: francinete_sp@hotmail.com
2UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA Email: thaynara.maia10@gmail.com
3UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA Email: barbara.andrade1901@gmail.com
4UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA Email: thalynny.r@gmail.com
5UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA Email: tabillaverena@hotmail.com

Resumo

Introdução: Com o advento da internet, atualmente, o grande desafio é a ampliação do acesso à internet para aqueles que ainda estão excluídos digitalmente. No que diz respeito a buscar formas de incluir a sociedade digitalmente, os dados estatísticos são indispensáveis, uma vez que, os governantes podem ter um panorama da situação atual do país/estado/município em diferentes áreas. Neste sentido, torna-se relevante, a utilização das tecnologias de mapeamento digital apoiadas em Sistemas de Informações Geográficas (SIG) para fazer a aquisição de dados espacializados, mineração e análise, geração de banco de dados e geração de mapas temáticos, afim de auxiliar nas tomadas de decisões, na formulação e monitoramento de políticas governamentais dentro da área da Região Metropolitana de Belém (RMB). Esta criada em 1973 pela Lei Complementar Federal Nº. 14/73, que é composta por sete municípios: Ananindeua, Belém, Castanhal, Marituba, Santa Bárbara do Pará e Santa Izabel do Pará e possui área total de 3.566 Km2. A pesar da região metropolitana de Belém possuir só 2% do espaço territorial do estado do Pará, o mesmo concentra aproximadamente 40% da riqueza e 35% da população do estado em 2011. Sabendo-se que a RMB vem tendo aumento no número de pessoas com acesso à internet, o estado do Pará ainda possui uma das menores margens do país. Objetivo: Este estudo teve a finalidade de gerar dados quantitativos e qualitativos através de mapas utilizando o software ArcGIS 10.2, de acordo com a base de dados do IBGE, Censo 2010, demonstrando o índice de pessoas que usam computador com ou sem internet, na região metropolitana de Belém. Destacando a importância da ferramenta do SIG, a mineração de dados e seus produtos no auxílio de decisões, por fornecimento de informações mais rápidas e precisas. Materiais e Métodos: Através das variáveis: População, PIB (Produto Interno Bruto), média do IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) baseado na renda e educação do município, pessoas com acesso à internet e pessoas sem acesso à internet, utilizamos as seguintes etapas: Aquisição das bases de dados do IBGE, Censo 2010, aplicados sobre o software ArcGIS 10.2 e sua ferramenta ArcMAP; a limpeza desses dados através do Excel, gerando assim um banco de dados; mineração de dados, que é o processo da análise e exploração das grandes quantidades de dados à procura de padrões consistentes, que foi realizado através do software R; e a projeção de mapas, onde implica o reflexo do acesso de internet das pessoas, através dos resultados obtidos. Como referencial teórico foram utilizados artigos de diversos autores, dentre eles, Michael Worboys e Alexandre Santos e tutoriais, todos sendo levados em consideração na análise e elaboração do mapa. Resultados: A partir da análise dos dados, foram gerados onze mapas pela ferramenta do Arcmaps, sendo que seis deles foi possível obter inferências estatísticas populacionais, demonstrando representações dinâmicas, na qual refere-se especificamente à manipulação interativa da informação espacial, no qual certos fatores influenciam na demanda de acesso aos computadores com e sem internet através da educação, renda, PIB, localização das moradias, entre outras. De acordo com o censo 2010, a população da região metropolitana de Belém chega a 2.275.032 de habitantes, sendo considerada a segunda região metropolitana mais populosa da Região Norte do Brasil. Pode-se inferir então que Belém como município-sede possui 39% da sua população que tem acesso ao computador e 31% tem acesso ao computador e a Internet, sendo assim, representa aproximadamente em relação a população da RMB, mais de 887 mil de pessoas excluídas digitalmente. Outras inferências que pode serem encontradas são em relação ao PIB e o IDHM, mesmo sendo considerados altos não significa totalmente que o município vai possuir maior acesso da população à internet. Pois foram encontrados municípios com altos índices no PIB e no IDHM, e os mesmos não possuem índices com alto acesso à internet, por exemplo, o município de Castanhal, apesar de possuir o terceiro maior PIB e o quarto maior IDHM da RMB, possui apenas 15% da sua população com acesso à internet, ou seja, 25.972 mil pessoas incluídas digitalmente. Os números absolutos dão uma dimensão mais real da exclusão e dos desafios para supera-los. Conclusão: Portanto, visualizar de forma geográfica os dados sociais sobre a problemática escolhida foi de suma importância para esta análise, juntamente com os softwares e técnicas utilizadas para a descoberta de conhecimentos ou a confirmação de hipóteses de cunho analítico referente ao contexto abordado neste trabalho, auxiliando no enfoque direto nas localizações em que devem-se investir na implementação de soluções e políticas públicas que venham a incluir estas localidades ao meio digital.

Keywords

RMB; SIG; INTERNET

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